A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) derrubou a liminar que suspendeu uma investigação da Comissão de Ética Pública sobre suspeitas de conflito de interesses na conduta do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A Comissão de Ética Pública, ligada à Presidência da República, sustenta a investigação com base em duas frentes: o Pandora Papers e registros financeiros de aplicações e quadro societários dos quais Campos Neto compõe.
Com longa carreira no mercado financeiro, Campos Neto foi operador no Bozano nos inícios dos anos 2000, quando a instituição foi comprada pelo Santander, onde se tornou chefe de trading e responsável pela tesouraria global para as Américas.
Em 2004, Campos Neto abriu a Cor Assets, uma offshore nas Ilhas Virgens, com $1 milhão aplicado, visando vantagens tributárias na gestão de seu patrimônio.
A segunda denúncia foi encabeçada pelo Deputado Federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que segundo o próprio, se baseia em aplicações financeiras tanto de Campos Neto, quanto de empresas nas quais ele integra o quadro societário, que possuem ‘remuneração em taxa SELIC’.



